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MENINA DE 6 ANOS FOI MORTA ENFORCADA E AFOGADA EM PLANO DE VINGANÇA CONTRA A MÃE DELA


Uma tragédia cercada de horror, sangue-frio e ódio em Divinópolis, na Região Centro-Oeste de Minas, marcou o dia de ontem. A menina Amanda, de apenas 6 anos, perdeu a vida depois de ser enforcada, afogada em um balde e arremessada do segundo andar de uma casa localizada no Bairro Lagoa dos Mandarins. A autora? Sara Maria de Araújo, de 38 anos, vizinha da criança e amiga da família dela. A motivação, segundo a suspeita, seriam denúncias feitas contra ela pela mãe da vítima ao Conselho Tutelar da cidade.
O drama e angústia da família da menina teve início ainda na quinta-feira. A mãe da garota a buscou na escola, por volta das 17h, e, juntas, foram para casa. A mulher contou que estava no telefone conversando com o pai de sua filha quando ela desapareceu. A Polícia Militar foi chamada e, junto aos bombeiros, iniciou uma varredura pela região.

Enquanto a PM estava na região, moradores de uma residência que fica perto da casa da garota ouviram um estrondo em seu quintal por volta de meia-noite, já no início da madrugada de ontem. Os militares foram até o local e encontraram o corpo da criança, já sem vida, caído no terreno de uma casa.
Na manhã de quinta, Sara chegou a afirmar que a morte de Amanda teria sido um acidente. Porém, a Polícia Civil levantou elementos que constatavam que se tratava de um crime. “A Sara, desde o início das apurações, entrou em contradições, em especial contra as provas objetivas. Diante disso, ela resolveu confessar a prática do crime, alegando que assassinou Amanda por vingança. Ela afirmou que matou a criança por acreditar que a mãe de Amanda a denunciou ao Conselho Tutelar. Acuada, com receio de perder a guarda da filha, de 5, para se vingar, resolveu fazer isso”, contou o delegado Leonardo Moreira Pio, da Regional de Divinópolis, responsável pelo caso.

Principal suspeita do crime que chocou Minas Gerais, Sara Maria de Araújo falou à imprensa e disse que tinha como principal alvo a mãe de Amanda.“Eu queria, na verdade, a mãe. Não a criança. Se eu tivesse com um revólver era ela (a mãe) que eu iria pegar por ela ter mais 'coração' comigo”, disse a mulher. Perguntada se havia se arrependido, Sara disse que Amanda era “um anjo”. “Só tenho que pedir perdão, até à mãe dela”, afirmou.

Ainda assim, Sara colocou a culpa do crime na mãe da vítima. “Como uma mãe tira uma filha de outra mãe? Que coração é esse? Que 'demônia' é essa? A culpada disso tudo é a mãe dela”, disse. Sara, no entanto, não confirmou o motivo que teria levado a vizinha supostamente a delatá-la ao Conselho Tutelar e classificou tudo como “fofoca” da comunidade.

CRUELDADE
 A mulher deu detalhes do assassinato. Segundo ela, no fim da tarde de anteontem, convidou Amanda à sua residência. Para evitar que a própria filha, amiga de Amanda, flagrasse o crime, entregou a ela um telefone para distraí-la. Depois, levou a vítima para outro cômodo. “Com uma corda, tentou estrangular a vítima. A menina ficou desacordada, mas percebendo que ela não havia morrido, Sara pegou a cabeça da menina e a mergulhou em um balde, matando a criança por afogamento, como mostra o laudo de necropsia”, explicou o delegado Leonardo Moreira Pio.

O crime ocorreu por volta das 19h. De acordo com Leonardo Pio, a mulher passou um plástico em volta do corpo e depois um cobertor. Em seguida, amarrou e deixou o corpo em um dos quartos. Em depoimento, afirmou que deixou o corpo no local para pensar o que faria. Por volta da meia-noite, quando a rua já estava cheia de moradores, policiais militares e bombeiros que procuravam a garota, resolveu jogar o corpo de Amanda pela janela.

O inquérito policial deve ser concluído em até 10 dias. Sara será indiciada por homicídio qualificado – por motivo fútil – além de fraude processual, pois alterou a cena do crime. Se condenada, pode pegar mais de 30 anos de prisão. “Ela mostra total desamor à vida alheia”, afirmou o delegado sobre o perfil de Sara.
Fonte: em.com.br

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